As ferramentas tecnológicas têm sido aliadas no plano estadual de combate ao desmatamento ilegal no Pará. Para fiscalizar as áreas de florestas em todo o Pará, a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas) utiliza de forma estratégica informações do Deter, sistema de alerta de desmatamento desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Utilizamos a tecnologia no monitoramento e fiscalização de desmatamentos ilegais no Pará. O Estado usa o serviço que possibilita o levantamento rápido de alertas de evidências de alteração da cobertura florestal na Amazônia. Contribui no trabalho das equipes de fiscalização para que possam autuar infratores e retirar maquinários que são utilizados. Articulamos com os demais órgãos de controle para não só termos multa administrativa, como a sanção civil e criminal”, observou o titular da Semas, Mauro O’de Almeida.

O Inpe é o órgão que gera os dados oficiais do desmatamento na Amazônia Legal. Possui dois sistemas: o Prodes, que faz o mapeamento do desmatamento consolidado anual e o Deter que detecta alterações da cobertura florestal, seja degradação ou corte raso. De acordo com Andréa Coelho, assessora da Semas, “os alertas de desmatamento permitem que a secretaria realize suas ações de fiscalização de maneira mais eficiente, pois consegue se antecipar ao desmatamento ou evita que as áreas se expandam”, destacou Andréa.

De acordo com dados do sistema de alerta Deter do Inpe, de janeiro a dezembro de 2020, o Pará reduziu em 13% o desmatamento em áreas estaduais em comparação ao mesmo período de 2019. Além disso, ressalta-se que 62,56% de todas as florestas do estado do Pará estão dentro de áreas federais, como assentamentos, terras indígenas ou unidades de conservação.

Deter Intenso – Desde 2020, a Semas passou a ter acesso também ao Sistema Deter Intenso, com a plataforma Forest Monitor, versão resultante da integração de imagens de satélites de multissensores para a detecção das alterações da cobertura florestal em áreas críticas da Amazônia Legal, o que permitiu reduzir a influência da cobertura de nuvens no processo de interpretação, bem como, aumentar a taxa de revisita de uma mesma área. Os dados gerados são destinados exclusivamente aos órgãos de fiscalização. Técnicos do Centro Integrado de Monitoramento Ambiental (Cimam) foram treinadas pelo Inpe para fazer o mapeamento do desmatamento em áreas críticas no estado do Pará dentro da plataforma, tornando o Estado pioneiro neste tipo de parceria com o instituto.

“São vários sensores que permitem a revisita rápida numa mesma área e, enquanto tem uma equipe em campo, outra está no Cimam mapeando as áreas. E na hora que se identifica qualquer alteração na cobertura florestal, captura-se as coordenadas geográficas daquela região para encaminhar aos fiscais que estão em campo”, explica Jakeline Viana, coordenadora do Cimam.

O Deter Intenso no Estado do Pará abrange 328 mil km², o que representa cerca de 26% do território paraense, monitorando as maiores áreas de desmatamento, que é na BR-163, Transamazônica e APA Triunfo do Xingu.

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